Segundo dia de São Gonçalo em Mansidão: a resistência foi testada, mas a curtição venceu mais uma vez

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Mikael Santos e Márcia Fellipe colocam Mansidão para esquecer o sono no segundo dia de São Gonçalo

Quem disse que o segundo dia dos festejos de São Gonçalo seria mais tranquilo claramente nunca participou de uma festa em Mansidão. A cidade resolveu ignorar qualquer conceito de descanso e transformou a noite em um verdadeiro campeonato de resistência ao som de muito forró.

Quando Mikael Santos subiu ao palco, a missão era simples: fazer o povo cantar. O problema é que o público levou a tarefa tão a sério que até quem dizia “não sei essa música” já estava no refrão na segunda estrofe. Houve relatos de pessoas que perderam a voz antes mesmo da metade do show, mas seguiram cantando apenas no modo “mímica profissional”.

Como se não bastasse, Márcia Fellipe entrou em cena e decretou oficialmente o fim da tranquilidade. O resultado foi imediato: ninguém ficou parado, as botas ganharam vida própria e até aquele amigo que jurava que “não dança” foi flagrado arriscando passos dignos de quem treinou escondido em casa.

Os vendedores comemoraram o movimento, enquanto o setor de água mineral registrou um aumento estratégico nas vendas para atender quem descobriu que dançar por horas exige mais preparo físico do que imaginava.

Teve gente prometendo ir embora cedo, mas acabou sendo vista horas depois dizendo a famosa frase: “Agora é só mais uma música.” O detalhe é que essa “última música” se repetiu pelo menos umas quinze vezes.

Enquanto isso, os grupos de WhatsApp da cidade já começaram a receber as tradicionais fotos tremidas, vídeos de qualidade duvidosa e mensagens perguntando: “Quem achou meu chapéu?” ou “Alguém viu meu amigo depois do show?”

 

Ao fim da noite, uma única conclusão foi possível: o segundo dia dos festejos de São Gonçalo não economizou em animação. Mikael Santos e Márcia Fellipe fizeram a trilha sonora, e o povo de Mansidão fez o restante do espetáculo, mostrando mais uma vez que, por ali, o forró termina, mas as histórias rendem conversa até o próximo São Gonçalo.

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