Se ligue, meu povo: a partir do dia 13 de dezembro de 2025, o mundo digital vai ficar pequeno, porque o som da Matinha vai ecoar nos quatro cantos do planeta!
Guda Quixabeira, que além de cantar muito é co-diretor dessa obra-prima, mandou o recado reto e cheio de emoção:
“Esse trabalho é uma homenagem a meu pai, Coleirinho da Bahia, e a todo seu legado; e dedicado à minha mestra, Chica do Pandeiro, guardiã de tantos saberes da cultura popular.”
Segura essa pedrada: É a estreia oficial da banda nas plataformas globais! O álbum chega com 24 composições de responsa, divididas em 12 faixas. É história que não acaba mais: são 37 anos de estrada desse grupo quilombola retado da Matinha dos Pretos, orgulho da zona rural de Feira de Santana.
O disco, batizado de “Vencedor de Batalhas”, não tem esse nome à toa, não. É o registro da luta, do suor e da glória dessa comunidade. O som mistura tudo que a gente gosta: chula, boi de roça, samba corrido, batuque soletrado e aquele Ijexá que arrepia até a alma. A seleção foi fina, feita a dedo pela Mestra Chica do Pandeiro, Guda Quixabeira e Lore Cerqueira.
Dona Chica já deu a letra: o segundo sábado de dezembro é dia sagrado. Era quando Pai Marcos (o lendário Coleirinho da Bahia) juntava a comunidade no terreiro. Hoje, o local é a Casa do Samba, onde rola o “Samba de Candeeiro”, lembrando o tempo em que o povo buscava refúgio e fazia o samba acontecer na luz fraca do candeeiro, na base da resistência.
Residência Musical no Quilombo: O Bicho Pegou!
Lore Cerqueira, que é jornalista, artista e produtora “barril dobrado”, explicou como foi a missão:
“Foram 12 meses de convivência prévia para mapear a discografia e as histórias por trás de cada canção. Um dos convites mais especiais e desafiadores que eu já recebi.”
O negócio foi sério: teve residência na comunidade, muito ensaio e gravação lá mesmo, no estúdio da Casa do Samba Dona Chica do Pandeiro. A produção musical ficou na conta de Kelvin Diniz e Lore, trocando aquela ideia com Guda.
O time tá pesado! Tem Mestra Chica no vocal e pandeiro, Aline Souza soltando a voz, e uma banda que toca com o coração: Euzébio, Marcos Cruz, David Santos, Tarcísio Estrela e a turma toda na percussão e cordas. E Guda Quixabeira, que não brinca em serviço, assina 13 das composições do disco.
E tem mais gente boa na caneta: Aureliano, Ritta Faromi, Roberto Kuelho e o saudoso Coleirinho. E pra fechar com chave de ouro, a nossa diva Maryzelia chega junto na faixa 7, cantando com as mulheres da Quixabeira. É beleza pura!
Distribuição e Realização
O lançamento é pelo selo Casa das Águas 75, mostrando que o interior tem força e sabe fazer bonito na internet. Lore Cerqueira reforça a importância desse passo:
“Distribuir esse álbum nas plataformas musicais contribui para que as nossas tradições se mantenham vivas e em diálogo com novos públicos, fortalecendo a história e a cultura da nossa amada Feira de Santana.”
Tudo isso graças ao projeto contemplado na Lei Paulo Gustavo. É o dinheiro da cultura voltando pro povo em forma de arte! A realização é da própria Quixabeira e da Casa do Samba, com aquela força da Casa das Águas na produção executiva.
Não coma mosca! Já faz o pré-save agora mesmo pra ser o primeiro a ouvir quando soltar o som: http://tratore.ffm.to/quixabeiradamatinha
Ficha técnica (Quem fez acontecer)
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Realização: Grupo Quixabeira da Matinha e Casa do Samba Chica do Pandeiro
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Produção Executiva: Casa das Águas Comunicação e Cultura
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Curadoria: Mestra Chica do Pandeiro, Guda Quixabeira e Lore Cerqueira
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Coordenação Geral: Lore Cerqueira
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Distribuição: Selo Casa das Águas 75
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Direção Musical: Guda Quixabeira e Lore Cerqueira
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Produção Musical (Captação, Mixagem, Masterização): Kelvin Diniz e Lore Cerqueira
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Assistência de Produção Musical: Marcos Cruz e Marcelo Santana
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Produção Cultural: Queila Almeida e Rebecca Braga
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Design Gráfico: Donguto e Talita Medeiros
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Fotografia: Ana Reis
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Assessoria de Imprensa: Elsimar Pondé




Fotos: de Ana Reis
