A sanfona roncou e o povo botou a boca no trombone! Nesta quinta-feira (5), uma comitiva de peso da nossa cultura popular colou na União dos Municípios da Bahia (UPB) para um papo reto com o presidente Wilson Cardoso e outros gestores. O objetivo? Apresentar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que bota ordem na casa e exige que o nosso forró raiz tenha o destaque que merece nos festejos juninos.
A movimentação veio na tora após a galera cansar de ver cachês astronômicos para atrações de fora enquanto o artista da terra ficava no “quase”. A meta principal do TAC é bater o martelo para que, no mínimo, 50% das contratações sejam de forrozeiros e artistas baianos. É o jeito de garantir que a nossa tradição não vire apenas lembrança e que o dinheiro da festa circule por aqui mesmo, gerando emprego e renda para o nosso povo.
Com os instrumentos em mãos e muita disposição, os músicos mostraram que o São João é coisa séria. O encontro contou com prefeitos como Júnior Piaggio (Ipecaetá), Pedrito Cruz (Sátiro Dias) e o professor Tony (Aratuípe), que ouviram a reivindicação e prometeram levar a demanda até a Secretaria de Cultura do Estado. O deputado federal Zé Neto também entrou no circuito, se comprometendo a dar uma geral na Lei da Zabumba para fortalecer quem realmente faz o fole gemer.
A turma de Feira de Santana marcou presença em peso, mostrando que a Princesa do Sertão não brinca em serviço. Nomes como Carlos Mattheus, Vivaldo Oliveira (Os Bambas do Nordeste), Neném do Acordeon e toda uma constelação de talentos feirenses foram lá defender o pão de cada dia e a pureza da festa. O músico Carlos Matheus resumiu bem o sentimento da tropa:
“O São João é a nossa identidade, é cultura pura e sustento para muita gente. Não dá para deixar nossa tradição de lado. Vamos fortalecer quem faz essa festa acontecer de verdade!”
Agora a expectativa é que esse acordo saia do papel para que o São João de 2026 seja a maior prova de que na Bahia o forró é quem manda no terreiro.
Foto: Acorda Cidade
