Se você achou que o São João da Bahia só ia ter gasto, errou feio! O negócio este ano foi planejado no detalhe para o bolso do povo não sofrer. Graças a um combinado de responsabilidade entre o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), os artistas e os empresários, os cofres públicos já economizaram mais de R$ 21 milhões nas contratações das festas juninas. Até agora, 44 atrações e bandas de peso colaram junto na iniciativa para fazer a festa acontecer com a máxima economia, sem deixar o ritmo cair.
Essa negociação de mestre, que contou com o dedo do Centro de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor) do MP, mexeu diretamente em 620 contratos espalhados por mais de 200 municípios baianos. O desconto médio nos cachês foi de 11,57%, garantindo uma economia exata de $R\$ 21.058.709,84$. É ou não é para bater palma?
Os grandes nomes que colaram junto
A lista de quem resolveu dar aquela força para o erário público tá recheada de estrelas que arrastam multidões no Nordeste. Tem nomes tradicionais e da nova cena que decidiram brocar com consciência:
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Os clássicos do forró: Adelmário Coelho, Mastruz com Leite e Limão com Mel;
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O romantismo e o piseiro: Solange Almeida, Tayrone, Silvano Salles e Devinho Novaes;
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Mais atração de peso: Netto Brito, Daniel Vieira, Fulô de Mandacaru, Chambinho do Acordeon e Paula Fernandes.
A promotora de Justiça Rita Tourinho, coordenadora do Caopam, mandou a real sobre como essa conversa civilizada mudou o jogo das contratações públicas:
“As adesões realizadas voluntariamente pelos artistas e empresários representam um passo importante na construção de um caminho mais seguro, transparente e responsável para as contratações artísticas realizadas com recursos públicos. Estamos pavimentando parâmetros mais razoáveis para essas contratações, de forma a conciliar a valorização do artista com a necessária observância dos princípios da economicidade, da transparência e da responsabilidade fiscal”, destacou a promotora.
O cálculo na ponta do lápis
Para ninguém achar que o valor foi tirado do chapéu de palha, o Ministério Público se uniu com o TCE, TCM, UPB e MPs de Contas, tudo debaixo das ordens da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021). Os promotores usaram como base a média dos cachês que os artistas receberam no São João de 2025, corrigida pela inflação do período (IPCA de 4,39%).
A conta final para fechar o acordo foi justa: pegaram o valor que o artista queria ganhar em 2026, somaram com a média atualizada de 2025 e dividiram por dois. Desse jeito, todo mundo sai ganhando e o dinheiro público rende muito mais para a população. Mais dados em: https://paineljunino.mpba.mp.br/duvidas-frequentes/
São João de Santo Antônio de Jesus | Foto: Luciano Almeida
