A gestão da Hidrovia do Rio São Francisco deverá passar por uma nova etapa após um acordo firmado entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e o Governo da Bahia. A iniciativa prevê a transferência da administração e do gerenciamento da estrutura para a companhia baiana, com o objetivo de fortalecer a navegação e ampliar o aproveitamento econômico do rio.
O entendimento foi anunciado nesta quarta-feira (4) e estabelece uma vigência prevista de 25 anos. Durante esse período, a Codeba ficará responsável por atividades relacionadas à administração, operação, manutenção, conservação e recuperação das estruturas contempladas no acordo.
A medida envolve a Hidrovia do São Francisco, identificada como HN-500, além da Eclusa de Sobradinho e das Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte abrangidas pelo convênio. A expectativa é que a nova organização administrativa contribua para melhorar as condições de funcionamento dessas estruturas.
Um dos principais objetivos é fortalecer a navegação comercial em um dos rios mais importantes do país. O São Francisco atravessa diferentes estados brasileiros e possui relevância histórica, econômica e social para milhares de pessoas que vivem em suas margens.
A retomada e o desenvolvimento do transporte hidroviário também podem representar novas oportunidades para o escoamento de mercadorias. Em comparação com outras modalidades de transporte, a navegação fluvial pode oferecer vantagens logísticas em determinadas operações, especialmente quando existe infraestrutura adequada.
Para a Bahia, o acordo representa uma possibilidade de ampliar sua participação na gestão de uma importante rota de integração regional. A melhoria das condições de navegabilidade poderá beneficiar atividades econômicas e fortalecer a conexão entre municípios de diferentes estados.
Apesar das expectativas positivas, os resultados dependerão da execução das ações previstas, dos investimentos e da recuperação das estruturas necessárias para garantir uma navegação segura. A nova gestão terá o desafio de transformar o acordo em melhorias concretas para a economia e para as populações que dependem do Velho Chico.
